Data driven em marketing: veja como fazer

Todo mundo sabe da importância da tecnologia nos dias atuais, mas nem sempre nos damos conta de como ela avança e como pode ajudar a tocar um negócio, seja qual for o segmento. É o caso do data driven em marketing, algo relativamente novo.

Trata-se de um modo totalmente disruptivo de lidar com o fluxo de informação e dados que uma empresa gera, e com os quais ela pode entrar em contato diariamente. De fato, é uma mudança de paradigma que pode ser bastante desafiadora.

Até porque, entre empresários e autônomos é bem famosa a ideia do feeling, isto é, da decisão tomada com base no instinto. Realmente, esse tipo de pessoa costuma ter muitos insights e se guiar por esse tipo de inspiração.

Ou ainda, pode ser um profissional da área de clinica de acupuntura, por exemplo. Nessa área de serviço e de proposta de vida é importante despertar alguns sentidos e talentos, não se deixando levar apenas por tendências racionais ou tecnológicas demais.

Contudo, mesmo nesses casos é preciso compreender que a tecnologia tem um papel fundamental, especialmente quando se fala em cultura corporativa, em administração de empresas e nos desafios atuais que o mercado impõe.

Vivemos uma época de grande concorrência e competitividade, por isso quem não se manter em dia com as inovações vai ficar para trás. Aí é que entra o papel do data driven, que em tradução livre seria algo como “orientado por dados”.

Essa metodologia lida com ciência de dados, gestão de algoritmos e análise computacional. Não é preciso dizer como ela é importante em algo como a criação de um software de gerenciamento para ativos. Mas o que vamos mostrar é que vai muito além.

Ou seja, hoje o data driven pode ser vantajoso para qualquer segmento ou nicho de mercado, além de que se tornou um método multidisciplinar, podendo ser compaginado com várias frentes, como a do marketing, que é a que exploramos aqui.

Então, se você quer entender melhor como esse universo incrível funciona, e como o data driven pode ser aplicado ao marketing e à publicidade de sua empresa, mudando seu negócio de patamar, basta seguir adiante na leitura.

Data driven: do que se trata isso?

Como vimos acima, essa metodologia permite a um negócio ser “orientado por dados”. Ou seja, a empresa já não vai se deixar guiar por decisões apenas instintivas ou baseadas em impressões, mas em dados friamente calculados.

Quem já ouviu dizer que “informação é poder” está um pouco mais perto de compreender a função desse esforço. De fato, hoje em dia a quantidade de informações e dados que são geradas diariamente é algo inabarcável, que ninguém pode dominar sozinho.

Contudo, se a empresa conseguir racionalizar esse processo, mensurar o necessário e combinar os pontos certos, vai se beneficiar bastante. Um exemplo muito prático seria o do caso de um profissional que vive de contratar factoring.

Ou mesmo de qualquer outro profissional da área de finanças, que lida com o mundo bancário e de fundos de investimento. Nesse universo, qualquer variável macroeconômica pode mudar bastante os resultados de uma empresa local.

Tal como quem faz investimentos na bolsa, cujas ações podem variar caso uma guerra se inicie em um país localizado em outro continente. Esses exemplos extremos mostram como controlar as informações e saber combiná-las e interpretá-las é fundamental.

Aplicar isso ao marketing não é difícil, sobretudo no caso do marketing digital, pois atualmente ele se passa em um universo igualmente rico em variáveis e oportunidades, seja para tratar da presença digital de quem faz cotação de seguro, ou de um influencer.

Nesse último caso, por exemplo, um influenciador pode conseguir um boom de tráfego se for mencionado por uma grande marca. Mas para aproveitar a oportunidade vai precisar estar preparado, armando uma campanha de abertura e gestão do carrinho de vendas.

Enfim, se ele souber fazer uma boa aplicação do data driven, isso pode influenciar diretamente nos seus resultados, significando uma rentabilidade e até uma lucratividade muito maior.

Por dentro dos motivos para aplicar

Acima já ficaram claros quais são os principais motivos para aplicar a metodologia do data driven e se deixar “orientar por dados”. Mas é possível detalhar e especificar ainda mais essas vantagens e benefícios.

Dito de modo mais direto, os motivos práticos e conceituais para aplicar a estratégia são mais ou menos os seguintes:

  • Otimização de esforços gerais;
  • Previsibilidade nas decisões;
  • Desenvolvimento dos produtos/serviços;
  • Melhorias nas tomadas de decisão;
  • Redução de gastos e de custos;
  • Segmentação assertiva de público-alvo;
  • Melhor criação de conteúdo e de relevância;
  • Maior domínio de testes e métricas;
  • Gestão ampliada de dados e informações.

Enfim, é possível amarrar praticamente todas as pontas de um negócio, inclusive aquelas que costumam ficar soltas quando a empresa se deixa levar muito pelas variações de mercado. Ou pior, quando se deixa levar pelas limitações e falhas humanas.

Imaginemos um caso muito prático, como de empresas de transportes de cargas em SP. Quais não são as variáveis que podem impactar um negócio desses, desde oscilações no preço da gasolina, até acidentes imprevistos e investidas por parte da concorrência?

Aí é que entra uma boa gestão de data driven, que aplicada ao marketing pode mitigar, por exemplo, a ação da concorrência. Além de que para cada ação é possível criar um plano B de contenção de crises, como ainda veremos adiante.

Como a tecnologia pode ajudar?

Já vimos que a tecnologia é a própria essência do data driven, mas é preciso especificar como isso se dá em termos de softwares, programas e aplicativos práticos.

 

Esse tipo de programa permite fazer a Gestão de Relacionamento com o Cliente, com um nível de domínio de dados e informações que ninguém poderia fazer manualmente.

Com um software desses, um serviço de usinagem pode, facilmente, criar um histórico de leads, registrando todos os passos que cada um dá, desde os primeiros contatos até o momento da venda e do pós-venda.

Dominando o funil de vendas

Não é possível falar sobre CRMs sem falar no funil de vendas, que inclui os estágios de captação de leads, nutrição e conversão, indo desde os primeiros conteúdos gerados com base no público-alvo, até a fidelização dos clientes.

Também aqui os programas ajudam, como no caso de um programa de fluxo de nutrição, que pode trabalhar e-mail marketing, landing pages e outras estratégias como modo de acelerar o funil, atingindo uma assertividade bem maior.

Assim, graças ao data driven, uma empresa de portaria e limpeza pode ter um controle muito maior da geração de conteúdo e da distribuição de materiais, que vai aumentar sua autoridade perante o público, gerando mais resultado acelerado.

De fato, hoje em dia o modo como uma empresa lida com o seu funil de vendas vai determinar, em grande medida, o sucesso geral que seu marketing vai atingir, pois é o funil quem amarra todas as pontas desde a pré-venda até o pós-venda.

Você conhece seu público-alvo?

Já ficou claro que o data driven depende em grande medida do poder de coletar dados o mais rápido possível, analisar aqueles que fazem mais sentido ao negócio, e então cruzá-los com as demandas da empresa.

Além de todas as dicas que demos, um ponto fundamental é saber conciliar essa cultura com as necessidades da persona ou do público-alvo. Isso é tão importante quanto o funil de vendas, e tem tudo a ver com ele.

Imaginemos um fornecedor de saco de lixo, por exemplo. Hoje esse segmento tem uma riqueza incrível, porque pode lidar com demandas comuns, mas também demandas industriais, sanitárias e até abordar tópicos como ecologia e sustentabilidade.

Quem fizer isso vai ter uma compreensão muito maior sobre seus clientes, e com isso conseguir atraí-los e fidelizá-los muito mais. O modo como o data driven lida com isso é, novamente, ganhando domínio sobre análises, relatórios e formulários.

As redes sociais estão aí para ajudar, de modo que basta a empresa criar pesquisas de satisfação, enquetes e quizzes para ganhar um material muito rico sobre como seu público pensa e quais são suas expectativas e variações comportamentais.

Depois, é só controlar o fluxo de comentários, feedbacks e retornos, usando isso para criar ações e campanhas de marketing, bem como para manter a relação com quem já é da casa.

Considerações finais

Tudo o que trouxemos aqui reforça o espírito do data driven: a coleta, a interpretação, a combinação e o domínio de dados gerados, seja pela própria empresa ou pelo mercado como um todo.

Com isso chegamos ao fim, deixando claro que o data driven aplicado ao marketing é, mais do que uma simples tática, algo que precisa fazer parte da cultura da empresa, sobretudo se ela quiser garantir seu sucesso no médio e longo prazo.

 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.